Usos e Costumes


Saberes, práticas e superstições.
Para lá das grandes festas e da religião oficial, existe um vasto território de "pequenas tradições" que tecem o quotidiano. Nesta secção, recolhem-se os usos e costumes populares: as mezinhas e a medicina popular, as lendas que explicam a paisagem, os jogos tradicionais, o vestuário de outrora e os rituais ligados ao ciclo agrícola (como as desfolhadas ou a matança do porco). A história da vida privada e das crenças que passaram oralmente de avós para netos.


A intra-história de Guimarães faz-se de gestos repetidos, de saberes empíricos e de crenças enraizadas. No espaço intitulado Usos e Costumes, damos voz ao património imaterial que não vem nos livros de história política, mas que foi a realidade vivida pela maioria da população ao longo dos séculos.
Esta secção funciona como um arquivo etnográfico generalista. Aqui documentam-se as práticas que regiam o dia-a-dia do povo vimaranense. Fala-se das práticas de medicina popular, com as suas rezas, rituais e mezinhas, revelando uma mistura fascinante de fé e superstição.
Recuperam-se referências aos jogos tradicionais (o jogo do pau ou o chincalhão) que animavam os tempos livres antes da televisão. Analisa-se o ciclo do linho, atividade central na economia doméstica da região, e todas as tradições sociais a ele associadas, como as espadeladas.
Também há espaço para as lendas locais, narrativas que explicam nomes de lugares ou formações rochosas, e para a descrição do vestuário antigo, distinguindo o trajo de trabalho do de festa.
Estes textos (que incluem textos esquecidos de etnógrafos vimaranenses) são fragmentos de um modo de vida que a modernidade apagou rapidamente. Registá-los é garantir que não perdemos a noção de onde viemos e de como os nossos antepassados interpretavam e sobreviviam ao mundo que os rodeava.
A voz do povo:
Ritos, crenças e vivências
Usos e costumes nas Memórias de Araduca






