Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

PASMATÓRIO

OPINÕES, CAUSAS, LEMBRANÇAS E EMBIRRAÇÕES

memórias de araduca

A praça e a palavra

Nos dicionários, o pasmatório surge muitas vezes definido com uma carga menor, como o lugar onde estacionam os ociosos ou onde se pasma. Mas, na geografia sentimental de Guimarães, o termo ganha outra espessura. O pasmatório é a nossa Ágora. É a praça física — seja o Toural, a Oliveira ou o terreiro de S. Tiago — onde o vimaranense exerce o seu mais antigo direito: o da palavra.

Nesta secção do site, recupero o termo não para elogiar a inércia, mas para celebrar o encontro. O "pasmatório" é o lugar onde a cidade se vê a si mesma, onde se comentam as notícias, onde se escrutina o poder e onde a coscuvilhice de bairro se eleva a crónica de costumes. Guimarães tem uma longa tradição de debate de rua, de tertúlia de café e de opinião crítica. Sem esse escrutínio, a cidade adormece e o património degrada-se.

Este espaço digital é, portanto, uma extensão desse chão de granito. Aqui, paramos para conversar sobre o que vai acontecendo e sobre o que se vai dizendo. Porque uma cidade que não debate o seu futuro, acaba por perder o seu passado. Sejam bem-vindos ao nosso pasmatório cívico.

Elogio do Pasmatório
Opinião: Um Dever de Memória e Futuro

Neste espaço, o leitor não encontrará aqui a neutralidade asséptica, mas sim uma cidadania comprometida. Escrever sobre Guimarães — a "Araduca" mítica e a cidade real de hoje — exige um olhar que cruza a defesa intransigente do património com a análise crítica da gestão municipal.

Nestas crónicas, o foco incide sobre aquilo que nos define e sobre o que nos ameaça. Discute-se o urbanismo que por vezes descaracteriza a nossa identidade, a preservação da memória industrial e das nossas tradições, e as opções políticas que moldam o quotidiano dos vimaranenses. A opinião aqui partilhada nasce da convicção de que amar a sua terra não é aceitar tudo silenciosamente; é, pelo contrário, apontar o erro, sugerir caminhos e exigir rigor a quem decide.

Do futuro da Penha à conservação do Centro Histórico, passando pelas dinâmicas culturais e pelas "dores de crescimento" da cidade, os textos aqui reunidos são reflexões de quem se recusa a ser um mero espectador. Porque a opinião fundamentada é, antes de tudo, uma forma de construção da cidade.

Opiniões e causas nas Memórias de Araduca

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Outras memórias

Património

Memórias do património edificado e monumental de Guimarães

gente

Memórias de vimaranenses que se destacaram pellos seus feitos e obras.

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Memórias sobre a cultura popular de Guimarães e do Minho.

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Memórias sobre livros, documentos, fontes históricas e autores de Guimarães.