Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Olhares de fora

Guimarães pelos olhos de quem passa.

Como nos viam os outros? Ao longo dos séculos, forasteiros, viajantes, escritores e diplomatas passaram por Guimarães e registaram as suas impressões em diários, livros de viagens, artigos de jornal ou revista, guias. Nesta secção, recuperamos esses testemunhos externos. Do espanto perante a muralha à crítica sobre as estalagens, passando pelo elogio às mulheres e à paisagem. Os Olhares de Fora funcionam como um espelho, devolvendo-nos uma imagem da cidade despida de bairrismo, por vezes crua, mas sempre cativante.

Muitas vezes, para nos conhecermos verdadeiramente, precisamos de saber como somos vistos por quem vem de fora. Esta secção reúne relatos de viajantes portugueses e estrangeiros — ingleses, franceses, alemães — que, entre os séculos XVIII e XX, incluíram Guimarães nos seus roteiros e deixaram escritas as suas impressões.

Os textos agrupados nos Olhares de Fora compilam descrições preciosas que nos ajudam a reconstruir a Guimarães de outros tempos através de olhos alheios, umas vezes isentos, outras carregados de preconceitos ou de devaneios exóticos. O que diziam os visitantes sobre a higiene das nossas ruas? Como descreviam a arquitetura do Castelo ou a vivência das praças?

Aqui encontramos textos de figuras como o Capitão Link, James Murphy ou outros viajantes do Grand Tour, que descrevem o Minho como um jardim, mas que não poupam críticas às más estradas ou ao conservadorismo dos costumes. Estes relatos são fontes históricas alternativas: reparam em detalhes que os locais ignoravam, pela inércia do hábito, desde a gastronomia servida nas estalagens até à forma de vestir das camponesas.

É interessante notar a evolução deste olhar: do romantismo oitocentista, que procurava o pitoresco e o medieval, ao turismo incipiente do século XX. Estes testemunhos funcionam como um check-up externo à realidade vimaranense de cada época.

Ao confrontar a nossa autoimagem com a descrição do forasteiro, encontramos muitas vezes contradições, mas também a confirmação do fascínio que a cidade sempre exerceu. É a história de Guimarães lida em diferentes línguas.

O espelho do viajante:
Guimarães pelos olhos de forasteiros

Olhares de fora nas Memórias de Araduca