Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Imprensa

Jornais, jornalistas e opinião pública.

Guimarães tem uma tradição jornalística notável, com centenas de títulos publicados ao longo dos últimos dois séculos. A secção Imprensa é uma homenagem aos jornais que serviram de rascunho da nossa história comum. Do jornalismo político e combativo do século XIX aos periódicos literários e informativos, recordamos os títulos extintos, as tipografias e os jornalistas que, com as suas penas, moldaram a opinião pública e registaram o dia-a-dia da cidade.

Os jornais antigos são, talvez, a fonte mais rica e vibrante para o historiador local. Neles ficaram registadas as polémicas, os anseios e o quotidiano da cidade. Esta secção dedica-se a estudar a vasta e prolífica história do jornalismo em Guimarães, recordando os títulos e as vozes que animaram o debate público.

A etiqueta Imprensa abre as portas da hemeroteca virtual, um serviço público extraordinário prestado pela Casa de Sarmento/Sociedade Martins Sarmento. Guimarães foi, desde meados do século XIX, um terreno fértil para o aparecimento de jornais. Eram folhas, muitas vezes de vida curta, mas de intensidade política extrema: republicanos contra monárquicos, católicos contra anticlericais, progressistas contra conservadores.

Nesta secção, analisamos o papel destes periódicos na construção da democracia local e na mobilização das populações para causas cívicas (como a chegada do comboio ou a restauração de monumentos). Recordam-se títulos históricos como O Comércio de Guimarães (o único sobrevivente), A Alvorada, o Notícias de Guimarães, o Povo de Guimarães, entre tantos outros que hoje são ferramentas indispensáveis de investigação.

Mas também se fala dos homens por trás do papel: os diretores, os tipógrafos que compunham as letras de chumbo e os colaboradores literários que usavam a imprensa para difundir cultura.

Estes textos mostram como a imprensa foi o grande palco da vida vimaranense, antes da rádio e da televisão. Ao revisitar estas páginas amareladas pelo tempo, estamos a reler as notícias que, no seu dia, foram a novidade urgente e que hoje são a nossa memória documentada.

Escrever com letras de chumbo:
Memórias da imprensa de Guimarães

A imprensa nas Memórias de Araduca