Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Gualterianas

As Festas da Cidade.

Estão institucionalizadas como as Festas da Cidade. Celebradas em honra de S. Gualter desde o século XV (inicialmente como feira franca), as Gualterianas ganharam no século XX a sua configuração contemporânea. Esta secção ajuda a contar a história desta celebração maior: a evolução da feira para a festa, o Cortejo do Linho, a Batalha de Flores e, claro, a majestosa Marcha Gualteriana, obra de arte popular efémera que encerra o ciclo.

Quando chega agosto, Guimarães transforma-se. As Festas Gualterianas S. o momento alto do calendário cívico e religioso da cidade. Mas a festa que hoje conhecemos, com as suas iluminações e cortejos, é fruto de uma longa evolução histórica. Nos textos que aqui se disponibilizam, recuamos às origens medievais da feira franca para compreender a moderna Festa da Cidade.

Os textos que tratam das Gualterianas agregam a memória documentada das festas em honra de S. Gualter. A génese remonta a 1452, quando se instituiu uma feira franca, vital para a economia local. Contudo, o foco principal recai sobre a reformulação das festas no início do século XX (1906), quando ganharam o cariz artístico e urbano que hoje ostentam.

Aqui disseca-se a história dos números emblemáticos: o Cortejo do Linho, que celebra a tradição têxtil; a Batalha de Flores, momento de cor e interação social; e as Touradas, que durante décadas foram cabeça de cartaz.

O momento mais marcante é a Marcha Gualteriana. Documenta-se a evolução deste cortejo alegórico noturno, o talento dos artistas locais que concebem os carros e o figurado, e a crítica social e política muitas vezes escondida na sátira dos carros.

Observam-se os cartazes antigos, os programas e as polémicas que, com frequência, dão sal a organização. As Gualterianas são aqui apresentadas não apenas como diversão, mas como uma montra da capacidade criativa e organizativa da cidade, um espelho onde Guimarães gosta de se ver grandiosa e iluminada.

Gualterianas:
A apoteose de Agosto

As Gualterianas nas Memórias de Araduca