Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Efemérides

Os dias que fizeram Guimarães.

A memória coletiva alimenta-se da recordação de datas chave. A página dedicada às Efemérides não é apenas um calendário; é uma evocação pontual de momentos, nascimentos e acontecimentos que ocorreram "neste dia", anos ou séculos atrás. É o pretexto para revisitar factos esquecidos, celebrar centenários e relembrar figuras que, em dias específicos, deixaram a sua marca na cronologia vimaranense. Uma forma de manter a história viva no quotidiano. E uma homenagem a João Lopes de Faria

A história é um fluxo contínuo, mas a memória fixa-se em momentos precisos. As efemérides funcionam como âncoras temporais, pretextos necessários para resgatar do esquecimento eventos e personalidades que moldaram a identidade de Guimarães. Aqui, o passado conjuga-se com o presente através da celebração das datas.

Ao consultarmos os textos das Efemérides, encontramos um diário histórico de Guimarães. Diferente de uma cronologia linear, esta secção foca-se na evocação: o “faz hoje anos que...”. É um exercício de reavivar a memória, aproveitando a recorrência das datas para trazer à luz episódios que, de outra forma, permaneceriam nos arquivos poeirentos.

Seja o centenário de uma instituição, a data de nascimento de um vulto das letras ou das artes, ou o aniversário de uma tragédia ou de uma glória local, ou um acontecimento aparentemente irrelevante, cada efeméride é uma porta que se abre para o passado. Estes textos, muitas vezes curtos e incisivos, contextualizam o evento, explicando a sua relevância para os dias de hoje. E são, muito, devedores do extraordinário labor de um notável paleógrafo, João Lopes de Faria, que levou toda uma vida a ler e transcrever documentos, construindo uma obra que é um tesouro precioso para quem estuda a história local vimaranense.

Porquê recordar? Porque a identidade de uma comunidade se reforça na partilha das referências comuns. Aqui não se celebram apenas os grandes feitos; recordam-se também os momentos difíceis, as inaugurações que mudaram a cidade, e os pequenos factos curiosos que dão cor à história local.

Esta recolha funciona como um almanaque vimaranense, rigoroso e documentado. É a prova de que a história não é letra morta, mas algo que se revisita ciclicamente. Ao assinalar estes marcos, estamos a cumprir um dever de memória, garantindo que o legado dos que nos precederam não se dilui na espuma dos dias.

O calendário da memória:
dias que fizeram história

Recolhidas, compiladas e publicadas por João Lopes de Faria

Efemérides vimaranenses

Estas efemérides, inicialmente publicadas em jornais e revistas e no volume Labor da Grei, devem-se integralmente ao trabalho e à paciência beneditina de João Lopes de Faria. Àquele que salvou do esquecimento o quotidiano de Guimarães, aquin fica o nosso crédito e profunda reverência. A Sociedade Martins Sarmento é a fiel depositária do legado de João Lopes de Faria.

Efemérides nas Memórias de Araduca