Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Comeres

Gastronomia, doçaria, cozinha e mesa.

A história de Guimarães também se conta à mesa. O espaço dedicado à cozinha e á mesa pretende ser uma viagem pelos sabores que definem a região. Da opulenta doçaria conventual — herança das freiras de Guimarães — aos pratos de sustento, como os rojões e o sarrabulho. Aqui, perseguem-se as receitas antigas, a origem dos ingredientes e os rituais de comensalidade que transformam a refeição num ato de cultura e partilha.

A gastronomia é uma fonte histórica tão válida como um pergaminho. O que se come, como se cozinha e quando se serve revela a economia, a agricultura e a estrutura social de uma época. Esta secção dedica-se a explorar o património gastronómico de Guimarães, dos doces de luxo aos pratos do povo.

O espaço dedicado aos comeres reúne textos sobre a tradição culinária vimaranense. O capítulo mais doce desta história escreve-se nos conventos. Guimarães é famosa pela sua doçaria conventual, nomeadamente o toucinho do Céu e as tortas de Guimarães. Aqui documenta-se a origem destas receitas, nascidas nas cozinhas do convento de Santa Clara, onde a abundância de gemas e açúcar, mesmo a contragosto de arcebispos, permitiu criar obras-primas que sobreviveram à extinção das ordens religiosas, passando o segredo para as famílias da cidade.

Mas a mesa vimaranense também é feita de pratos robustos, ligados ao ciclo do porco e à vida rural. Analisam-se os rojões, as papas de sarrabulho e o bucho, pratos que contam a história da autossuficiência das casas agrícolas e da necessidade de aproveitar tudo o que a terra dava.

Aqui e ali, aborda-se também a evolução dos hábitos alimentares: o que se comia nas festas? O que se servia nas estalagens aos viajantes? E como é que a introdução de novos produtos (como a batata ou o milho) alterou a dieta local?

Para além das receitas, interessa-nos o ritual da mesa. A bucha, o banquete de casamento, a comida de romaria. Estes textos mostram que em Guimarães, comer nunca foi apenas uma necessidade biológica, mas uma forma de celebrar a vida e a identidade comunitária.

Cozinha e mesa:
Conhecer Guimarães pela boca
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Destaques

Das receitas publicadas no blogue às novas páginas dedicadas à doçaria, este é o nosso caderno de cozinha em aberto. Um acervo vivo e em permanente construção, onde o passado e o presente se sentam para comer. Venha descobrir o que estamos a preparar.

Se a Nespereira de Raul Brandão fosse um magnoleiro, a nossa literatura seria outra. A verdadeira nêspera (espilus germanica) não é o fruto amarelo que inunda os mercados, mas sim aquele que se come sorvado. É um fruto rústico, que chegou aqui antes dos romanos e que tem muita história e literatura Para conhecer aqui.

Os comeres nas Memórias de Araduca