Arqueologia


O passado resgatado do chão.
A história de Guimarães começa muito antes da fundação medieval, e as provas estão, literalmente, debaixo dos nossos pés. A secção de Arqueologia explora os achados que permitem reconstruir a ocupação humana do território desde a Pré-História até à Romanização. Das mamoas neolíticas às villae romanas, passando pelo espólio exumado no centro histórico. Uma viagem às camadas mais profundas do solo vimaranense, onde cada fragmento de cerâmica ou pedra lavrada conta uma história de milénios.


Antes de ser berço da nacionalidade, este território foi casa de muitas outras gentes. A arqueologia é a ciência que nos permite ler as páginas arrancadas da história escrita. Nesta secção, debruçamo-nos sobre os trabalhos de escavação e os achados fortuitos que revelam a antiguidade do povoamento na região.
Nos textos que tratam da arqueologia, reunimos textos que analisam os vestígios materiais deixados pelos antepassados mais remotos de Guimarães. Longe de ser uma ciência estática de vitrine, a arqueologia aqui é apresentada como uma investigação ativa.
Explora-se a riqueza da Cultura Castreja, que moldou a paisagem com os seus povoados fortificados no topo dos montes, mas também a profunda marca da Romanização. Analisam-se os vestígios de vias romanas, aras votivas e villae agrícolas que provam que, muito antes de D. Afonso Henriques, já aqui existia uma organização territorial complexa e integrada no Império.
Mas a arqueologia urbana também tem lugar de destaque. As intervenções no Centro Histórico, muitas vezes decorrentes de obras públicas, trouxeram à luz necrópoles medievais, antigas estruturas defensivas e objetos do quotidiano (moedas, loiças, utensílios) que nos ajudam a perceber como se vivia no burgo nos séculos XII ou XV.
Destaca-se, inevitavelmente, a figura tutelar de Francisco Martins Sarmento, o pai da arqueologia portuguesa, cujas campanhas pioneiras no século XIX colocaram Guimarães no mapa científico europeu.
Ler estes textos é compreender que a cidade atual assenta sobre escombros de civilizações passadas. É um convite a olhar para o chão que pisamos com o respeito de quem sabe que, ali em baixo, reside a memória mais antiga das nossas origens.
Escavar o tempo:
O passado resgatado do chão
Arqueologia nas Memórias de Araduca






