Em Guimarães, somos todos historiadores. (Diuner de Guimarães)

Culto

Fé, santos de devoção e práticas religiosas.

Guimarães é uma cidade onde o sagrado e o profano se entrelaçam. Nesta secção, focamo-nos na vivência da fé, institucional e popular. Não apenas nos templos, mas na devoção imaterial: o culto a Nossa Senhora da Oliveira, a veneração das relíquias de S. Torcato, as promessas, as novenas e o papel das antigas irmandades e confrarias na organização social. Uma visão sobre como a crença moldou o calendário e o espírito dos vimaranenses.

Ao longo dos séculos, a vida em Guimarães foi pautada pelo toque dos sinos e pelo calendário litúrgico. A fé não era apenas uma questão espiritual, mas o cimento da vida comunitária. Sob a etiqueta Culto, analisamos as expressões de religiosidade que definem a alma do concelho.

A história do culto em Guimarães é indissociável da sua padroeira. A devoção à Senhora da Oliveira atravessa a história de Portugal e concentra em si a identidade da cidade. Aqui estudam-se as origens medievais deste culto, os milagres atribuídos, as peregrinações de reis e a importância da Colegiada como centro espiritual.

Mas o mapa da fé vimaranense tem outros polos magnéticos. O culto a S. Torcato, com o seu corpo incorrupto e a tradição popular da Romaria Grande , é um fenómeno antropológico único que aqui é dissecado. Fala-se também de S. Gualter, o santo franciscano, e de outras devoções locais, como a Senhora da Penha, a da Lapinha ou S. Dâmaso.

Para além dos santos, observa-se a estrutura organizacional da fé: as irmandades e confrarias. Estas instituições leigas foram, durante séculos, responsáveis pela assistência social, pelos funerais e pela organização das grandes festas.

Os textos abordam ainda as alminhas nas estradas, os ex-votos pintados que agradecem graças recebidas e as práticas de piedade popular que resistem à modernidade. É uma viagem pelo imaginário religioso de um povo que sempre procurou no divino proteção para as incertezas da vida terrena.

Igreja e crenças populares:
Traços da religiosidade vimaranense

Culto nas Memórias de Araduca